Festival de Cinema de Gramado apresenta filmes selecionados e homenagens

Toda festa de aniversário sugere a celebração de uma história, mas, para o Festival de Cinema de Gramado, chegar aos 45 anos também significa interpretar o presente e projetar o futuro com os olhos no retrovisor. É com essa percepção que o evento apresenta, entre os dias 17 e 26 de agosto, os contrastes de um cinema brasileiro e latino-americano que, em constante transformação, entrelaça tradição e contemporaneidade. Com uma programação dedicada a destacar o melhor da mais recente safra de realizadores veteranos e de novos profissionais que despontam no cenário audiovisual, Gramado promete fazer uma festa à altura.

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A proposta do constante diálogo entre as diferentes expressões do fazer cinematográfico está diretamente refletida na mostra competitiva de longas-metragens brasileiros, que, formada inteiramente por títulos inéditos, traz, em primeira mão no circuito nacional, produções brasileiras que viajaram internacionalmente por festivais como Berlim e Cannes, ao mesmo tempo em que realiza a estreia mundial de obras que escolheram Gramado como sua plataforma de lançamento. Além disso, o diálogo com as novas possibilidades de exibição audiovisual se aprimora: é na serra gaúcha que acontece a primeira exibição do primeiro filme Original Netflix produzido no Brasil.

Para o curador Rubens Ewald Filho, a múltipla e inédita seleção representa uma excelente resposta a um desafio que a curadoria tenta, a cada ano, mostrar ser possível superar: “Gramado é uma lenda. E, tornando-se uma lenda, algumas coisas ficam mais fáceis, outras bem mais difíceis, como manter o status de lenda. Para algumas pessoas, às vezes pouco interessa se o cinema brasileiro vai bem como um todo. Elas querem saber é se ele vai bem em Gramado. Dessa forma, nossa missão é sempre renovar o Festival na medida em que ele se torne uma lenda também para novas gerações. Por tudo isso, o Festival está sempre em vias de transformação, crescendo e se modificando, mas sempre sem perder as características que o tornaram tão querido”.

O momento também é de celebração para o cinema latino-americano, já que, em 2017, são comemorados os 25 anos da internacionalização do Festival. Outro destaque, a Mostra Gaúcha de Curtas está novamente garantida através do acordo com a Assembleia Legislativa do Estado. Foram 125 produções inscritas, um recorde na categoria.

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Filme de abertura

Abrindo a programação de longas do 45º Festival de Cinema de Gramado, “João, o Maestro”, do diretor Mauro Lima, será exibido hors-concours no dia 18 de agosto. Estrelado por Alexandre Nero, o filme é baseado na vida do pianista brasileiro João Carlos Martins, um dos poucos músicos a gravar a obra completa de Bach. Os atores Rodrigo Pandolfo, Alinne Moraes e Caco Ciocler também fazem parte do elenco.

Canadá, o país convidado de honra

Em uma iniciativa inédita, o Festival de Cinema de Gramado apresenta o Canadá como país convidado de honra. Além da presença do consulado e de uma delegação que acompanhará de perto a programação do evento, o Canadá também trará para Gramado sua expertise na produção audiovisual com seminários e workshops ministrados por prestigiadas instituições de ensino do país. O cronograma de atividades já está sendo definido pela embaixada do Canadá no Brasil junto à Gramadotur. O convite para ser o país convidado de honra do Festival de Cinema de Gramado vem em um momento festivo para o Canadá, uma vez que, em 2017, é comemorado o sesquicentenário do país.

Homenagens

Com 33 anos de carreira e mais de 40 filmes no currículo, a paraense Dira Paes é a homenageada com o troféu Oscarito, destinado a grandes atores da cinematografia brasileira. Prestando homenagem a um de seus grandes amigos e incentivadores, o Festival celebra a carreira do cineasta gaúcho Otto Guerra com o troféu Eduardo Abelin, distinção entregue a diretores, cineastas e entidades do cinema nacional. Dedicado a expoentes do cinema latino-americano, o troféu Kikito de Cristal será entregue à atriz argentina Soledad Villamil. Presença constante no Festival de Cinema de Gramado, seja como concorrente, jurado, convidado ou simplesmente espectador, o ator Antônio Pitanga terá sua carreira celebrada com o troféu Cidade de Gramado, que também marca a sua longa relação com a cidade e o evento serrano.

Filmes em Competição

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

– “A Fera na Selva” (RJ), de Paulo Betti, Eliane Giardini e Lauro Escorel

– “As Duas Irenes” (SP), de Fábio Meira

– “Bio” (RS), de Carlos Gerbase

– “Como Nossos Pais” (SP), de Laís Bodanzky

– “O Matador” (PE), de Marcelo Galvão

– “Não Devore Meu Coração!” (RJ), de Felipe Bragança

– “Pela Janela” (Brasil/Argentina), de Caroline Leone

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

– “Los Niños” (Chile/Colômbia/Holanda/França), de Maite Alberdi

– “Pinamar” (Argentina), de Federico Godfrid

– “El Sereno” (Uruguai), de Oscar Estévez & Joaquín Mauad

– “Sinfonía para Ana” (Argentina), de Virna Molina e Ernesto Ardito

– “El Sonido de las Cosas” (Costa Rica), de Ariel Escalante

– “La Ultima Tarde” (Peru), de Joel Calero

– “X500” (Colômbia/Canadá/México), de Juan Andrés Arango

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

– “#feique” (RJ), de Alexandre Mandarino

– “A Gis” (SP), de Thiago Carvalhaes

– “Cabelo Bom” (RJ), de Swahili Vidal

– “Caminho dos Gigantes” (SP), de Alois Di Leo

– “Mãe dos Monstros” (RS), de Julia Zanin de Paula

– “Médico de Monstro” (SP), de Gustavo Teixeira

– “O Espírito do Bosque” (SP), de Carla Saavedra Brychcy

– “O Quebra-cabeça de Sara” (RJ), de Allan Ribeiro

– “O Violeiro Fantasma” (GO), de Wesley Rodrigues

– “Objeto/Sujeito” (SP), de Bruno Autran

– “Postergados” (SP), de Carolina Markowicz

– “Sal” (SP), de Diego Freitas

– “Tailor” (RJ), de Calí dos Anjos

– “Telentrega” (RS), de Roberto Burd

CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS (Prêmio Assembleia Legislativa)

“10 Segundos” (Canoas), de Thiago Massimino

“1947” (Porto Alegre), de Giordano Gio

“Através de Ti” (Santa Cruz do Sul), de Diego Tafarel

“Bicha Camelô” (Pelotas), de Wagner Previtali

“Cores de Bissau” (Porto Alegre), de Maurício Canterle

“Gestos” (Porto Alegre), de Alberto Goldim e Júlia Cazarré

“Kátharsis” (Caxias do Sul), de Mirela Kruel

“Luna 13” (Porto Alegre), de Filipe Barros

“Mãe dos Monstros” (Porto Alegre), de Julia Zanin de Paula

“Secundas” (Porto Alegre), de Cacá Nazario

“Sena, Os Fios em Prosa” (Porto Alegre), de Marcelo da Rosa Costa e Cacá Sena

“Sob Águas Claras e Inocentes” (Porto Alegre)”, de Emiliano Cunha

“Solito” (Porto Alegre), de Eduardo Reis

“Telentrega” (Porto Alegre), de Roberto Burd

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Fotos: Cleiton Thiele/PressPhoto
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